quinta-feira, 14 de agosto de 2008


Fonte: CNPq


Já na sua 4ª edição, o Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero é um concurso de redações para estudantes do ensino médio e de artigos científicos para estudantes de graduação e graduados. As inscrições para o 4º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero podem feitas até 31 de outubro de 2008, preferencialmente em formulário eletrônico disponível em: http://www.igualdadedegenero.cnpq.br/.


O Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero integra o Programa Mulher e Ciência, criado com o objetivo de estimular a produção científica e a reflexão acerca das relações de gênero no País e promover a reflexão crítica acerca da constituição e das práticas de gênero, bem como sobre a participação das mulheres nos diversos campos sociais, inclusive nas ciências e nas carreiras acadêmicas.


O Prêmio será atribuído para as categorias: estudante de graduação e graduado. Na categoria Estudante de Graduação podem concorrer alunas e alunos que estejam regularmente matriculados em cursos de graduação reconhecidos pelo MEC. Já na categoria Graduado(a) podem concorrer alunas e alunos graduadas (os) que estejam (ou ainda não) regularmente matriculados em cursos de mestrado e doutorado, reconhecidos pela CAPES.


Os premiados na Categoria Estudante de Graduação receberão R$ 5 mil e poderá ser concedida Bolsa de Iniciação Científica, CNPq com vigência de 12 meses. As alunas e alunos premiados na Categoria Graduado(a) receberão cada uma/um R$ 10 mil e poderá ser concedidas bolsa de Mestrado, ou Doutorado.


Os artigos científicos serão analisados pela comissão julgadora observando: qualidade do texto quanto ao conteúdo e forma de apresentação; originalidade da abordagem; contribuição ao conhecimento sobre o assunto; e adequação teórica e metodológica. Acesse o regulamento: http://www.igualdadedegenero.cnpq.br/ .


Promoção: Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Ministério da Educação (MEC) e Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).


Autor(a): Danielle Tavares

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A ESCRAVIDÃO NO BRASIL

fonte:google

[editar] O surgimento da escravidão no Brasil
Antes da chegada dos portugueses a escravatura já era largamente praticada no Brasil. Entre as tribos índias, a escravatura era infligida aos prisioneiros capturados nas guerras tribais. Esta não era a única forma de se obter escravos, os índios reduziam também à escravatura dos fugitivos de outras tribos a quem davam refugio. Entre as tribos que praticavam a antropofagia os escravos eram freqüentemente devorados durante os rituais. Com a chegada dos portugueses os índios passam a vender muitos dos seus prisioneiros em troca de mercadorias.
Durante o período pré-colonial (15001530), os portugueses desenvolveram a atividade de exploração do pau-brasil, árvore abundante na Mata Atlântica naquele período. A exploração dessa matéria-prima foi possibilitada não só pela sua localização, já que as florestas estavam próximas ao litoral, mas também pela colaboração dos índios, com os quais os portugueses desenvolveram um tipo de comércio primitivo baseado na troca – o escambo. Em troca de mercadorias européias baratas e desconhecidas, os índios extraíam e transportavam o pau-brasil para os portugueses até o litoral.
A partir do momento em que os colonizadores passam a conhecer mais de perto o modo de vida indígena, com elementos desconhecidos ou condenados pelos europeus, a exemplo da antropofagia, os portugueses passam então a alimentar uma certa desconfiança em relação aos índios. A colaboração em torno da atividade do pau-brasil já não era mais possível e os colonos tentam submetê-los à sua dominação, impondo sua cultura, sua religião – função esta que coube aos jesuítas, através da catequese – e forçando-os ao trabalho compulsório nas lavouras, já que não dispunham de mão-de-obra.
A escravidão no Brasil segue assim paralelamente ao processo de desterriorização sofrido por estes. Diante dessa situação, os nativos só tinham dois caminhos a seguir: reagir à escravização ou aceitá-la.
Houve reações em todos os grupos indígenas, muitos lutando contra os colonizadores até a morte ou fugindo para regiões mais remotas. Essa reação indígena contra a dominação portuguesa ocorreu pelo fato de que as sociedades indígenas sul-americanas desconheciam a hierarquia e, conseqüentemente, não aceitavam o trabalho compulsório. Antes dos estudos etnográficos mais profundos (fins do século XIX e, principalmente, século XX), pensava-se que os índios eram simplesmente "inaptos" ao trabalho, tese que não se sustenta depois de pesquisas antropológicas em suas sociedades sem o impacto desestabilizador do domínio forçado.
Os índios assimilados, por sua vez, eram superexplorados e morriam, não só em decorrência dos maus-tratos recebidos dos portugueses, mas também em decorrência de doenças que lhes eram desconhecidas e que foram trazidas pelos colonos europeus, como as doenças venéreas e a varíola.
Diante das dificuldades encontradas na escravização dos indígenas, a solução encontrada pelos colonizadores foi buscar a mão-de-obra em outro lugar: no continente africano. Essa busca por escravos na África foi incentivada por diversos motivos. Os portugueses tinham interesse em encontrar um meio de obtenção de altos lucros com a nova colônia, e a resposta estava na atividade açucareira, uma vez que o açúcar tinha grande aceitação no mercado europeu. A produção dessa matéria-prima, por sua vez, exigia numerosa mão-de-obra na colônia e o lucrativo negócio do tráfico de escravos africanos foi a alternativa descoberta, iniciando-se assim a inserção destes no então Brasil colônia. Convém ressaltar que a escravidão dos índios perdura até meados do século XVIII.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Jovem instrutor da CUFA espancado por PM’s é ouvido por recém empossado Comandante da Policia Militar

Fonte: www.cufasinop.blogspot.com

O pedreiro Jilcimar Tavares, foi nesta ultima sexta-feira, (01/08), foi convidado pelo Comandante Regional 3 da Policia Militar de Mato Grosso, Cel. Joelson Geraldo Sampaio, onde o intuito do novo comandante é se interar aos casos de ingerência policial, onde na ocasião policiais militares, sem motivos concretos prenderam o jovem e o espancou, deixando diversos ematomas que prejudicam sua vida normal até o dia de hoje.

Jilcimar Tavares relatou novamente todo seu depoimento ao Cel. Joelson Geraldo Sampaio, e enfatizou que sua vida não é mais a mesma desde a brutalidade proferida contra ele, levando-o a criar uma nova rotina de vida, trabalhando para fora da cidade, se afastando do prazer que era propagar a cultura da dança (break) ás crianças atendidas pela Central Única das Favelas, isso tudo devido a ameaças sofridas posteriormente a denuncia de abuso de autoridade por parte dos Policiais Militares.

Anderson Maciel, Coordenador da CUFA em Sinop e Helmir Crispiniano Rocha, Presidente da Associação de Moradores do Bairro Jequitibás, expuseram ao Comandante o objetivo dos trabalhos de ambas as entidades, que é o de proporcionar alternativas aos jovens quanto ao exercício da cidadania, e que enquanto fatos como estes praticados por uma parcela mínima da corporação acontecerem, eles retrocedem todas as ações e projetos desenvolvidos.

Helmir Rocha, enfatizou ainda que mesmo após toda repercussão do caso Jilcimar Tavares, muita coisa não alterou, chegando ao extremo nos últimos dias, que foi a morte do também pedreiro Thiago Rodrigues dos Santos, vitima de abuso Policial, praticado pelo Soldado Evanil, que mesmo depois desta falta de capacidade de exercer sua função, omitir os fatos se retirando do local e mantendo-se fugitivo por vários dias, continua exercendo interinamente suas funções.

O Comandante elogiou a revolução realizada na Praça União, que era o principal ponto de dependentes químicos do município, onde os mesmos aterrorizavam a população, com violência e furtos, e hoje esta realidade é totalmente inversa, com diversas atividades esportivas e culturais, elevando o potencial das crianças e jovens, melhorando ainda a qualidade de vida de toda a população, e admitiu que mudanças devem haver e mudanças serão realizadas, isso já se inicia neste momento, com a atualização das informações, buscando casos acontecidos a algum tempo e casos mais presentes como o do jovem Thiago que teve sua vida ceifada.

Contudo a CUFA e a Associação de Moradores do Jequitibás, ficaram encarregadas de mobilizar a comunidade sinopense, para importante debate com o Comandante Regional 3 da Policia Militar com o tema: SEGURANÇA PÚBLICA COMUNITÁRIA E SEU CONTEXTO GERAL.

O Cel. ressaltou que atividades como esta, são importantes para sentir no corpo a corpo o que a comunidade quer e espera da policia, e que o primeiro passo é fomentar as ações da Policia Comunitária no município.

O Debate ocorrerá no dia 14 de agosto e contara com a presença e participação de diversas autoridades do município, e principalmente com a presença e participação de toda sociedade civil sinopense.